domingo, 15 de maio de 2011

A Deidade
Eu não sei o que será de mim depois que esse artigo for publicado, eu não entendo muito de leis, mas entendo de injustiça, pois já sofri algumas ao longo da vida e o que estou observado nesses últimos meses tem me causado indignação, por isso escrevo. O juiz Ari Ferreira de Queiroz com sua intervenção na vida dos quase quatro mil aprovados no concurso do estado, está ficando famoso, muito famoso. Nunca havia ouvido falar nesse homem, nesse excelentíssimo juiz de direito. No pouco entendimento que tenho sobre esse assunto, que é a fama de juizes, penso que um juiz jamais deveria ficar na mídia como ele está, principalmente quando o assunto é notoriamente publico e polêmico e de interesse de milhares de pessoas. Na minha modestíssima opinião isso contamina não só o processo, mas a lisura do ato de julgar não só a do magistrado, mas da própria justiça. Ao que parece há um certo sabor em dar entrevistas na televisão tentando explicar para leigos como eu, aquilo que ele fez. Isso só faz alimentar o ódio que esses concursados já vem nutrindo pela pessoa dele. Isso não é bom para um juiz, despertar o ódio do cidadão sobre si. Ao mandar anular o concurso, o juiz leva a desgraça para quase quatro mil pessoas que nada tem a ver com isso, “erros de editais”. O juiz, assim como os outros juizes e promotores públicos ou a quem couber a competência para tal, deveria ter anulado o concurso quando foi publicado o edital. Porque não o fez? Uma coisa também que pode me custar muito caro, mas não posso deixar de comentar é a questão das pessoas não poderem criticar esse tipo de ações de um magistrado. Eles se portão como deuses do direito. Habitam no Olimpo das jurisprudências e ai do mortal que ousar questionar-lhes as arrogâncias. Há um ranço autoritariamente abusivo nessa espécie de profissional que compõem o triunvirato do poder constitucional. Ninguém pode critica-los, são como deuses, insofismáveis portadores da verdade jurídica. Ora... sobre os três poderes, nós que escrevemos, criticamos o Executivo, o Legislativo e porque não haveríamos de criticar o Judiciário, onde está o estado de direito? Não devemos achacar uma autoridade, mas devemos criticá-la, publicamente, pois ela é pública e se é pública responde perante a sociedade da qual faço parte. É intolerável que um homem público, cuja gestão temerária de seu cargo, não possa ser argüido pela sociedade, seja ele quem for, eu não admito esse tipo de coisa.  Uma outra coisa que me incomoda é a virada de governo no ultimo pleito, esses fatos coadunaram de forma impressionante. Não se trata aqui de criar ilações sobre a dignidade profissional de ninguém, mas sim arremeter o fato à quem mais poderia faturar com isso, Marconi Perillo, que se apresenta como ilibado defensor dos injustiçados desse malfadado concurso propalando aos quatro ventos ser solidário com aqueles, colocando inclusive a defensoria do estado a favor deles. Dessa forma, fica bem maquiada sua imagem perante a sociedade, mas sabe lá Deus quais são seus intentos verdadeiros.  Ele pegou o estado quebrado e qualquer aumento na folha seria um desastre. Nesse caso, calhou bem a decisão do juiz. Se conheço bem o marconismo, que é o mandar bater e depois assoprar, e isso em rede de televisão, se possível ao vivo, ele jamais deixaria de faturar sobre isso. O marconismo acomete a sociedade dessa forma: cria situações e depois, desvia a atenção do povo ignorante daquilo que realmente interessa e o canaliza para outros temas, fazendo assim, passar por alto o que realmente lhe interessa, ou seja, a rusga secreta dele com Alcides Rodrigues, o maior imbecil que já governou Goiás. Na minha opinião, a policia deveria investigar tudo isso, eu não sei se eu como cidadão posso ir a Policia Federal pedir uma investigação sobre isso, mas irei lá e se for meu direito como cidadão, farei isso. Irei também nos superiores do excelentíssimo senhor Juiz Ari Ferreira de Queiroz pedir que o removam desse caso; se for possível, porque na minha opinião o excesso de exposição na mídia contaminou o processo. Se tiver dentro de meu direito de cidadão, farei tudo isso.
Waldemar Rego. Escritor em Aparecida de Goiânia. waldemarregojr@gmail.com



2 comentários:

  1. quero agradece-lo pelos artigos defendendo os concursados .eles foram colados no mural do huapa, e foi muito comentado entre os funcionarios. obrigado!

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  2. Certa vez na entrada da Justiça Federal ouvi uma pessoa, acho que era uma advogada, dizer que os juízes se acham deus, aí completei que certos advogados se acham jesus cristo.

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